Eu não sou Ronaldo | UOL Esporte

A chance de ouro na carreira foi a negociação com a Roma por US$ 15 milhões aos 21 anos. Era janeiro de 1999. Mas Fábio Júnior não deslanchou na Itália. A Roma tinha comprado não só ele, mas o também centroavante Montella, pagando, para tirar o italiano da Sampdoria, o dobro que tinha gastado no brasileiro. E faltou paciência para a revelação entender que, na Europa, não se entra em toda partida.

“Na Europa, os jogadores atuam de acordo com o esquema tático do time no dia e com o adversário. O jogador que é titular vai para o banco e na partida seguinte volta. Eu não estava acostumado a isso. Meu negócio aqui no Brasil era ser titular… Jogava, jogava, jogava, jogava. Eu poderia ter tido um pouco mais de paciência, relevado algumas coisas. Eu não tenho dúvidas que eu poderia ter prolongado muito mais tempo meu na Europa porque eu tinha condições para isso”.

Além disso, ele teve uma desavença com o técnico da equipe Fabio Capello, que o deixou ainda mais longe da titularidade absoluta buscada. Com o clima ruim na Roma, o atacante preferiu voltar ao Brasil, apesar de ter sido procurado por clubes da Espanha e de outros centros. “São coisas que a gente para e fala: ‘se eu tivesse feito diferente, será que teria ficado dez anos na Europa? Teria encerrado a carreira lá?’. Poderia. Mas se eu ficar pensando nisso eu vou viver eternamente lamentando”.

E em nenhum momento ele se arrepende de ter saído do país tão jovem. “Tenho certeza que foi a melhor escolha. Foi uma oportunidade muito boa. O Campeonato Italiano era um dos maiores do mundo na época, enchia os olhos e todo mundo tinha vontade de ir para lá”.

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